Vício
A última vez que te toquei não foi a muito tempo, mas já sinto sua falta em meus lábios, estimulando minhas mãos, sensibilizando minha mente e preenchendo meus pulmões. Você, que me vem tão simples e apagada, em minhas mão se torna deleito e calor. Vem em tão mísera caixinha que há quem duvide de seu sincero torpor. Nos dias quentes me proporciona euforia, nos frios, queimor. As roupas singelas, habitualmente brancas, escondem a complexidade de seu âmago, onde as chamas do tártaro ardem em deleito. Ordinariamente te usam para passar o tempo. Há quem quase não te vê, existem aqueles que querem te debelar, mas há outros que não vivem sem você. És torpor e agonia numa simples melodia, corrente de frescor em meus pulmões, clara serotonina. - 🕯