Cruzo meus dedos frente a face e tento organizar meus pensamentos. Não consigo. Recorro a música que teus lábios me proporcionam e a persigo. Consigo sentir a emoção que vem de tua melodia, Que adentrando meus ouvidos, eclodia. E com essa canção, vou escrevendo à mão O que sinto de teu timbre com tamanha devoção. Tu me observas tímida e sorrindo, Para então se voltar séria com tal sonido. Não sabia de onde havia vindo Tal barulho, que indubitavelmente, não era bem-vindo. A taça, que antes cintilante, não está mais em sua mão. Olhando ao redor, a vejo ao cacos, no chão. O som que ouvi outrora certamente não vinha de ti. O sorriso que antes possuía meus lábios, diminuí. Oh, Deus! Por que paraste o canto dos anjos de forma tão abrupta? A canção que outrora era ininterrupta! E de repente te vejo apoiando em meus braços. Terror, medo e dor é o que vejo em teus traços. Oh, Deus! Por que apagaste o rouxinol mais belo de meu jardim? Por qual razão permitiste seu fim? "Não tente falar, que...